quarta-feira, 7 de março de 2012

3º seminario Nacional de Formaçao Camponesa e 5º Festa Nacional das Sementes Criolas

Entre os dias 18 a  20 de abril estará acontecendo o 3º seminario Nacional de Formaçao Camponesa, e entre os dia 20 a 22 a 5º Festa Nacional das Sementes Criolas, na cidade de Anchieta SC.

Em nome do Movimiento dos Pequenos Agricultores, se sintam tod@s covidados para esta grande Festa.



grande abraço.

Beto / Movimento dos Pequenos Agricultores / Via Campesina

Luta Camponesa Soberania Alimentar e Poder Popular !



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ecomutirão 2012

Gente!!
Vamos fazer o ecomutirão 2012 nos dia 26 e 27 de Janeiro,em uma chácara próximo ao Lindóia-Satuba.
Estão convidados membros antigos e membros atuais,assim como futuros membros!!!

Aqueles que se interessarem entre em contato pelos números:
Nickolas--->9622-6212
Wendy----->9146-9071

Para saber como será a contribuição na alimentação...A famosa cotinha!!!Pois estaremos dividindo os custos da alimentação em partes iguais com todos que participar!!

Obrigada, o Grupo Agroecológico Craibeiras agradece sua participação.

Congresso Nordestino de Extensão Universitária

http://www.officedatainformatica.com.br/CNEU/programacao.html


A grade de programação ainda está passando por modificações, sugerimos aos participantes que acompanhem as alterações que vierem ocorrer até a data do evento.
DIA: 01 DE ABRIL DE 2012
14:00 ÀS 18:00
Recepção e credenciamento
19:00
Solenidade de Instalação do Congresso com a presença dos Reitores das Universidades Baianas
19:30
Orquestra Sanfônica de Serrinha
20:00
Conferência de Abertura: CULTURA, DIVERSIDADE E IDENTIDADE: O PAPEL DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Conferencista – a confirmar
DIA: 02 DE ABRIL DE 2012
8:30 às 10:30
Mesa Redonda 1 - Culturas: diálogo entre os saberes
Resp. UEFS
Palestrantes: a definir
Local: Auditório Central

8:30 às 10:30
Mesa Redonda 2 - Educação e Meio Ambiente
Resp. UFBA
Palestrantes: a definir
Local: Anfiteatro – Módulo 2

10:30 às 12:30
Exposição de Pôster
12:30 às 14:00
Almoço
14:00 às 18:00
Comunicações Orais
Local: PAT - a confirmar
18:00Mostra Artística das Universidades/Lançamento de livros
19:30
Show – apresentação cultural


DIA: 03 DE ABRIL DE 2012
8:30 às 10:30
Mesa 1- Cultura, Conhecimento e Cotidiano: uma interface possível
Resp. UFRB
Palestrantes: a definir
Local: Anfiteatro – Módulo 2
8:30 às 10:30
Mesa 2- Tema a definir
Resp. UESC
Palestrantes: a definir
Local: Anfiteatro – Módulo 2
10:30 às 12:30
Comunicações Orais
Local: PAT - a confirmar

14:00 às 15: 00
Mostra Artística das Universidades
15:30 às 17: 00
Conferência de encerramento – Cultura e Sociedade: desafios e perspectivas da extensão universitária
Palestrante: a confirmar
Local: Auditório Central
 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

INFORGAC

Olá, estamos aqui para informa-los o nosso e-mail OFICIAL: gac_ufal@yahoo.com.br
 através desse contato de e-mail poderemos esclarecer dúvidas,expandir nossos conhecimentos e responder com mais eficiência e agilidade as mensagens dos caros companheiros!!


OBS.: Também possuímos uma página de contatos no facebook, queiram nos adicionar por favor!!!
http://pt-br.facebook.com/people/Grupo-Agroecol%C3%B3gico-Craibeiras-Ceca/100002761938624


Obrigada!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

II Encontro de Ecologia e Conservação dos Ecossistemas Alagoanos " Protegendo e Recuperando os Ecossistemas Alagoanos


 Será realizado de 28 à 30 de Setembro de 2011  


LOCAL: Auditório Central do Campus Arapiraca-AL, UFAL.

O Brasil é considerado um dos países de maior biodiversidade do mundo, por apresentar alta incidência de endemismo e grande riqueza de espécies. Tal fato se deve em especial pelo referido país ocupar predominantemente áreas tropicais, que concentram os maiores índices de diversidade do mundo. Vale ressaltar que embora o Brasil destaque-se pelos motivos supracitados, pouco se conhece sobre sua biodiversidade, em especial a localizada na região Nordeste.
   Nas últimas décadas, a comunidade científica tem intensificado pesquisas nos ecossistemas Brasileiros, objetivando compreender aspectos ecológicos da biota presente, pois com a redução destes ambientes, muitas espécies podem ter sido extintas antes de serem conhecidas pela ciência.
   Portanto, o II Encontro de Ecologia e Conservação dos Ecossistemas Alagoanos abrirá as portas para a produção de conhecimentos e conscientização da comunidade acadêmica sobre as problemáticas que envolvem as questões ambientais do Estado, em especial os problemas de degradação da Caatinga. Na sua segunda versão o ECOAL discutirá a Proteção e a Recuperação dos Ecossistemas Alagoanos.
Objetivos
   Discutir a problemática ambiental registrada nos Ecossistemas com ocorrência para o Estado de Alagoas, conscientizando acadêmicos, educadores, pesquisadores e profissionais de áreas afins sobre a importância da conservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais. Além de:
* Ampliar e difundir os conhecimentos referentes à ecologia dos ecossistemas com ocorrência no Estado de Alagoas;
* Conhecer novas alternativas de desenvolvimento sustentável no Estado;
* Mapear as lacunas de conhecimento e áreas prioritárias a conservação no Estado;
* Estimular os discentes e pesquisadores a elaborarem projetos relacionados à conservação dos Biomas alagoanos.

O Evento também contará com apresentação de Resumos, Mini -cursos e Concurso de Fotografias.


MINI-CURSOS:

Cada Participante poderá se inscrever em apenas um mini-curso!

Mini-Curso 1Agricultura sustentável
                        MSc. Daniele Cristina de Oliveira Lima

Mini-Curso 2Propagação de orquídeas nativas
                        MSc. Daniela Cavalcanti de Medeiros Furtado

Mini-Curso 3: Latim para biólogos
                         Vagas Esgotadas
Mini-Curso 4: Conservação do patrimônio Paleontológico e geológico do estado de Alagoas
                        Dra. Marcia Cristina Silva

Mini-Curso 5: Diagnóstico Rápido Participativo
                         Dra. Laura Jane Gomes

Concurso de Fotografias

Valorizando a arte fotográfica, o II Encontro de Ecologia e Conservação dos Ecossistemas de Alagoas oferece o Concurso de Fotos de Paisagens e Biodiversidade em Alagoas, incentivando assim as habilidades e aptidões dos participantes nesta arte e tornando o espaço de convivência do Evento mais agradável visualmente. 
Data: 28 a 30 de setembro de 2011
Horário: 14 às 18h
Local: Auditório do Campus Arapiraca (UFAL)

Regulamento ( no site)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Palestras sobre Agricultura Familiar e o Novo código florestal Brasileiro


 A Sociedade dos Engenheiros Agrônomos de Alagoas – SEAGRA em parceria com o Centro de Ciências Agrárias - UFAL e com o apoio do Grupo Agroecológico Craibeiras e a Consuagro Junior está promovendo nesta sexta-feira 23/09/11 uma manhã de palestras importantes para o setor agrícola e ambiental do Estado de Alagoas, com a seguinte programação:
9h – Agricultura Familiar com o Engenheiro Agrônomo da SEAGRI, Marcos Dantas
10h – Novo Código Florestal Brasileiro com o Dep. Federal Aldo Rebelo, relator do projeto de lei de reforma do Código Florestal
      O evento se realizará no Centro de Ciências Agrárias da UFAL, localizado na Rodovia BR 104N, Km 87, Rio Largo – Alagoas.
      Convidamos toda Sociedade Alagoana para aproveitar esse momento, expor suas dúvidas, manifestações e prováveis esclarecimentos sobre esse assunto tão latente que é a Reforma do Código Florestal Brasileiro.

Contatos: gac_ufal@yahoo.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Futuras Parcerias GAC & FERTSOLO

         Nós do Grupo Agroecológico Craibeiras- GAC, recebemos a visita dia 08 de Setembro de uma representante da FERTSOLO ( Empresa de produção de húmus de minhoca) da cidade de Viçosa-AL, com interesse de fechar parceria com o GAC para realizarmos juntos um experimento com húmus de minhoca na nossa área experimental ( na área do PAIS ).

        Esta conversa contou com a participação de Agda Lins ( SEBRAE), membros do GAC e Lívia Passos ( FERTSOLO). A partir da nossa visita a propriedade em Viçosa-AL marcada para o dia 04 de Outubro de 2011, saberemos mais novidades desta implantação, que será atribuída as nossas tantas atividades.


Voltaremos a dá notícias desse trabalho!!!

Obrigada,
Atenciosamente
GAC

terça-feira, 13 de setembro de 2011

VII CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA

Ética na Ciência: Agroecologia como paradigma para o desenvolvimento rural

PARTICIPEM:
 Inscrições pelo site www.cbagroecologia.org

  • Para estudantes de graduação e pós-graduação a inscrição estar no valor de R$ 60,00
  • Para agricultores e demais interessados, estar no valor de R$ 80,00
Será realizado nos dias 12 a 16 de Dezembro 2011

LOCAL: Expocenter, Fortaleza-CE.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CARTA DO SEMINÁRIO DE AGROECOLOGIA 2011


Nos dias 27 e 28 de maio de 2011, durante a Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos, o Grupo Agroecológico Craibeiras da Universidade Federal de Alagoas – GAC/UFAL realizou, juntamente com o SEBRAE-AL e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrária – SEAGRI/AL, o Seminário de Agroecologia que contou com mais de 200 participantes, entre agricultores/as, técnicos de entidades de assistência técnica e extensão rural de órgãos governamentais e não governamentais, pesquisadores, estudantes de graduação e de pós-graduação, sociedade civil organizada, movimentos sociais do campo e da cidade e consumidores, dentre os quais: Centro de formação Zumbi dos Palmares, Movimento Minha Terra (MMT), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), MIBASA, Instituto Naturagro, Instituto Federal (IF) Satuba, Visão Mundial, CEAPA, SESCOOP, Cooperativa Terra Agreste, entre outras.
O programa do Seminário contou com a palestra de abertura ministrada pelo professor da UFRPE, Francisco Roberto Caporal com o tema Agroecologia: conceitos e princípios. Dando seqüência, teve a palestra com o produtor rural Francisco Quintela com o tema Preservação Ambiental e, um conjunto de oficinas ministradas por Leandro Benatto, Engenheiro Agrônomo UFRGS (biofertilizantes), Thércio Vieira, consultor SEBRAE/AL (Controle Alternativo de Pragas e Doenças), Francis Britsky (Suco de Luz do Sol), Cícero Adriano, UFAL/Arapiraca (Formação de Grupos Agroecológicos), Angerson Casado, Instituto Naturagro (Planejamento de Produção em Unidades PAIS). A palestra de encerramento do seminário foi ministrada pelo Engenheiro Agrônomo e Florestal Sebastião Pinheiro, NEA/UFRGS, com o tema: Agrotóxicos x Alimentação Orgânica.
Os principais tópicos discutidos durante o seminário foram a problemática do modelo majoritário da agricultura atual vigente, onde foi estudado e exposto pelos palestrantes os problemas ocasionados pelo uso desenfreado de agrotóxicos e adubos sintéticos que provocaram e provocam a degradação do solo; o envenenamento dos rios, plantas e animais; e o homem do campo e da cidade. Foram apresentados dados de pesquisas científicas que comprovam a relação direta entre o aumento do uso de agrotóxico e o aumento do número de pessoas com câncer. Foram apresentados resultados de pesquisas mostrando a diferença nutricional entre as plantas produzidas agroecologicamente e as plantas produzidas no modelo agrícola convencional.
A sustentabilidade ambiental nunca foi tão discutida e propagada como nos últimos anos. O termo sustentabilidade tornou-se politicamente correto, sendo incorporado na maioria das vezes de forma indevida , confundindo o consumidor e desgastando o debate. Vê-se grandes empresas transnacionais pregando a sustentabilidade, ao mesmo tempo que, dominam grandes nichos do mercado de agrotóxicos, adubos e sementes transgênicas. Esse modelo agroquímico, além de envenenar o solo e as plantas e destruir o meio ambiente, torna os agricultores dependentes de insumos e com isso acarretando na perda de sua autonomia. Alem de estar pautado na monocultura, com perda de biodiversidade e segurança alimentar.
O conceito de Desenvolvimento Sustentável criado pela Organização das Nações Unidas – ONU e usado a partir de 1987 com o título de Nosso Futuro Comum, atualmente não é mais suficiente para explicar e garantir a preservação do planeta. O congresso brasileiro está construindo um Novo Código Florestal e infelizmente no mesmo dia em que foi aprovada a primeira versão do Novo Código, os madeireiros do Pará mataram um casal de agricultores agroextrativistas e ambientalistas José Claudio e Maria do Espírito Santo. O novo Código Florestal não traz nenhum avanço para a natureza, apenas vai servir para anistiar os grandes produtores do agronegócio de seus crimes ambientais. Em nome dos pobres, o Deputado Aldo Rebelo, PC do B, juntamente com a bancada ruralista, fizeram esta aberração. Por isso, repudiamos este novo código florestal que está no congresso nacional.
O campo brasileiro passa por uma mudança muito profunda e a população rural jovem não quer mais viver no campo por causa de falta de perspectivas de um futuro melhor. O maior problema na zona rural do Brasil hoje é o envelhecimento do campesinato, por que seus filhos não querem mais trabalhar na agricultura. É de extrema importância que o governo crie programas voltados aos jovens rurais oportunizando trabalho, saúde, transporte, lazer e educação no campo, valorizando o campo e atraindo os jovens rurais a viverem no campo com dignidade e qualidade de vida. E assim, evitar o aumento da favelização nas grandes cidades, que causa o aumento de outros males comuns da zona urbana como crime e violência.
A discussão realizada durante os dois dias do seminário reforça a necessidade de um modelo de agricultura que preserve o meio ambiente e garanta a produção de alimento saudável de forma autônoma, sem a necessidade do uso de agrotóxicos, sem adubos importados e sem sementes patenteadas, principalmente as transgênicas. O Brasil é o consumidor de agrotóxico do mundo e importa cerca de 80% de insumos agrícolas sintéticos. É preciso mudar essa realizada. Nesse sentido, a agroecologia se apresenta como a ferramenta ideal para a garantia da sustentabilidade ambiental e da soberania alimentar do nosso povo. É necessário que as entidades presentes no seminário incentivem e ajudem a formar novos grupos de agroecologia na universidade, nos assentamentos de reforma agrária, nas comunidades rurais e nas entidades de assistência técnica e extensão rural. Como proposta de fortalecimento das instituições que trabalham com agroecologia e agricultura familiar surge a necessidade de uma articulação coletiva através da constituição de uma Rede de Agroecologia no Estado de Alagoas, articulada a Associação Brasileira de Agroecologia e a Rede Brasileira de Agroecologia.
A legislação dos produtos orgânicos e a necessidade de certificação foi um tema bastante debatido e que necessita urgentemente de aprofundamento e discussão, pois não temos certificadoras sociais em Alagoas, sendo muito caro ao produtor familiar pagar uma certificação por auditoria para empresas privadas. Surge a necessidade urgente de criarmos mecanismos de certificação participativa e para tanto é necessário que o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com a sociedade civil organizada, crie a comissão estadual de orgânicos em conformidade com a lei 10.831, de 23 de Dezembro de 2003.
O Estado brasileiro precisa cumprir com o seu papel e adotar mais políticas públicas voltadas para a pequena agricultura com outra lógica de produção. Os bancos oficiais precisam parar de tratar os projetos agroecológicos com a mesma lógica dos projetos convencionais. O governo federal tem que inverter a lógica dos créditos rurais, pois todos os anos o orçamento da agricultura familiar é pouco mais que um décimo do orçamento do agronegócio – que destrói a natureza e os seus filhos juntos.

Rio Largo, CECA/UFAL.

domingo, 29 de agosto de 2010

Matriz disciplinar ou novo paradigma para o desenvolvimento rural sustentável

Por:
Francisco Roberto Caporal
José Antônio Costabeber
Gervásio Paulus

Este artigo aborda a Agroecologia como uma ciência que pretende contribuir para o manejo e desenho de agroecossistemas sustentáveis, em perspectiva de análise multidimensional (econômica, social, ambiental, cultural, política e ética). Entendida a partir de seu enfoque teórico e metodológico próprio e com a contribuição de diversas disciplinas científicas, a ciência Agroecológica passa a constituir uma matriz disciplinar integradora de saberes, conhecimentos e experiências de distintos atores sociais, dando suporte à emergência de um novo paradigma de desenvolvimento rural. Entretanto, na caminhada em direção ao desenvolvimento rural sustentável é necessário um conjunto de inovações tecnológicas, bem como novas abordagens dos problemas agrários contemporâneos, entendendo que não haverá agricultura ou desenvolvimento rural em base sustentável a margem de uma sociedade igualmente sustentável. Na perspectiva de análise adotada,  a diversidade sociocultural e ecológica aparece como um componente fundamental e nunca dissociável da incorporação de estratégias de ação apoiadas em metodologias participativas, elementos estes tão caros ao enfoque agroecológico.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

METODOLOGIA PARA ANÁLISE ECONÔMICA EM SISTEMAS AGROECOLÓGICOS

Fonte: EMBRAPA AGROBIOLOGIA
A preocupação surgida nos últimos anos quanto à dependência da agricultura convencional aos fertilizantes químicos e agrotóxicos, o uso abusivo e desperdício destes, têm levado a esforços para criar tecnologias para substituir o atual sistema de produção. 
O interesse crescente em sistemas sustentáveis de produção, reflete uma consciência compartilhada por muitas pessoas nas áreas urbana e rural, de que uma agricultura ecologicamente sustentável, socialmente justa, culturalmente aceita e economicamente viável, deve substituir este modelo atual, baseado no uso intensivo e desperdício de insumos e que vem acarretando impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana. 
Neste sistema tem-se buscado o uso racional dos recursos disponíveis, com o objetivo de obter: (1) auto-suficiência em nitrogênio através da fixação biológica; (2) máxima ciclagem de nutrientes através de rotação e diversificação de culturas, redução de perdas por percolação e erosão e integração com a produção animal e silvicultura, (3) Importação através de fontes locais ou alternativas, dos nutrientes necessários para balancear as perdas inevitáveis a fim de manter o equilíbrio nutricional das plantas e animais, de modo que seus mecanismos de defesa não sejam alterados e possam se manifestar. Outro objetivo é a de realizar através de pesquisadores de áreas específicas (solos, fitotecnia, botânica, fitossanidade, sanidade animal, economia, etc.) monitoramento científico que visa a propriedade como um todo. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Como fazer uma denúncia

Folha Online
O Ibama (Instituto Brasileiros do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) é o órgão do governo federal responsável pela execução, controle e fiscalização ambiental. Também responde pela integridade das áreas de preservação permanentes e de reservas legais, além de promover o acesso e o uso sustentado dos recursos naturais e muitas outras ações voltadas à conservação do ambiente.
As irregularidades podem ser denunciadas diretamente ao Ibama, por meio da Linha Verde. A ligação é gratuita: 0800 61 8080. Também é possível enviar denúncias por e-mail para linhaverde.sede@ibama.gov.br.
Se a situação envolver a compra, venda ou transporte ilegal de animais silvestres brasileiros, a denúncia pode ser feita à Renctas (Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres). Para mais informações sobre animais venenosos ou peçonhentos, o contato é o Instituto Butantã, no telefone 0/xx/11/3726-7222.

CLIQUE AQUI ( veja telefone de organizações que podem ajudar ou orientar sua denúncia )

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Carro é movido a esgoto tratado ???

SÃO PAULO – O primeiro carro do Reino Unido movido a dejetos humanos tratados saiu para um passeio pelas ruas de Bristol. O Bio-Bug é um modelo New Beetle conversível, da Volkswagen, adaptado para funcionar com o gás metano gerado durante o tratamento de esgoto.
A performance do veículo é exatamente igual a de um carro normal. Ele foi desenvolvido pela empresa GENeco e teve apoio da Wessex Water, responsável pela construção da estação de recolhimento e tratamento do biogás. 

Segundo os cálculos dos criadores, com a descarga de apenas 70 casas na cidade de Bristol, foi possível captar material o suficiente para abastecer o carro por um ano – tomando como base 16 mil km rodados ao ano.

O biogás é gerado por meio de digestão anaeróbia do esgoto, um processo no qual bactérias, na ausência de oxigênio, quebram os dejetos produzindo metano. Para que o combustível não afete o desempenho do veículo, é necessário tratar o gás antes – um processo chamado literalmente de “upgrading” do biogás, que envolve a separação do CO2 por meio de equipamentos especiais.

Apesar de um possível rejeição inicial das pessoas em relação a este tipo de combustível, os criadores do carro consideram a tecnologia bastante promissora. As instalações na cidade geram, por ano, 18 milhões de m3 de biogás produzido a partir do esgoto. Se todo esse material produzido fosse utilizado para abastecer carros, evitaria a emissão de 19 mil toneladas de CO2. 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nordeste sofre com mudanças climáticas

O primeiro quadrimestre de 2010 foi o mais quente já registrado, de acordo com dados de satélite da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos.
No Brasil, a situação não foi diferente. Entre 1980 e 2005, as temperaturas máximas medidas no Estado de Pernambuco, por exemplo, subiram 3ºC. Modelos climáticos apontam que, nesse ritmo, o número de dias ininterruptos de estiagem irá aumentar e envolver uma faixa que vai do norte do Nordeste do país até o Amapá, na região Amazônica.
Os dados foram apresentados pelo pesquisador Paulo Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), durante a 62ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que começou no domingo (25) e vai até a sexta-feira (30), em Natal, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Além da expansão da seca, o pesquisador frisou que o Nordeste deverá sofrer também com as alterações nos oceanos, cujos níveis vêm subindo devido ao aumento da temperatura do planeta. Isso ocorre não somente pelo derretimento das geleiras, mas também devido à expansão natural da água quando aquecida.

Cidades que possuem relevos mais baixos, como Recife (PE), sentirão mais o aumento do nível dos oceanos. E Nobre alerta que a capital pernambucana já está sofrendo as alterações no clima. “Com o aumento do volume de chuva, Recife tem inundado com mais facilidade, pois não possui uma rede de drenagem pluvial adequada para um volume maior”, disse.

Um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento da região Nordeste seria a constante associação entre seca e pobreza. A pobreza, segundo o pesquisador, vem de atividades não apropriadas ao clima local e que vêm sendo praticadas ao longo dos anos na região. Plantações de milho e feijão e outras culturas praticadas no Nordeste não são bem-sucedidas por não serem adequadas à caatinga, segundo Nobre.

“A agricultura de subsistência é difícil hoje e ficará inviável em breve. Para que o sertanejo prospere, teremos que mudar sua atividade econômica”, disse.

O cientista citou um estudo feito na Universidade Federal de Minas Gerais e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que indicou que o desemprego no Nordeste tenderá a aumentar caso as atividades econômicas praticadas no interior continuem.
Nobre sugere a instalação de usinas de energia solar como alternativa. “A Europa está investindo US$ 495 bilhões em produção de energia captada de raios solares a partir do deserto do Saara, no norte da África. O mercado de energia solar tem o Brasil como um de seus potenciais produtores devido à sua localização geográfica e clima, e o Nordeste é a região mais adequada a receber essas usinas”, indicou.

“Ficar sem chuva durante longos períodos é motivo de comemoração para um produtor de energia solar”, disse Nobre, que ressaltou a importância dessa fonte energética na mitigação do aquecimento, pois, além de não liberar carbono, ainda economiza custos de transmissão por ser produzida localmente.

Mais eventos extremos

O potencial do Nordeste para a geração de energia eólica também foi destacado pelo pesquisador do Inpe. Devido aos ventos alísios que sopram do oceano Atlântico, o Nordeste tem em seu litoral um constante fluxo de vento que poderia alimentar uma vasta rede de turbinas.

Além da economia, Nobre chamou a atenção para as atividades que visam a mitigar os efeitos das mudanças climáticas, que seriam importantes também para o Nordeste. “Os efeitos dessas mudanças são locais e cada lugar as sofre de um modo diferente”, disse.

Um dos efeitos dessas alterações é o aumento dos eventos extremos como tempestades, furacões e tsunamis. Em Pernambuco, as chuvas de volume superior a 100 milímetros em um período de 24 horas aumentaram em quantidade nos últimos anos.

“Isso é terrível, pois as culturas agrícolas precisam de uma precipitação regular. Uma chuva intensa e rápida leva os nutrientes da terra, não alimenta os aquíferos e ainda provoca assoreamento dos rios, reduzindo ainda mais a capacidade de armazenamento dos açudes”, disse.

Nobre propõe que os governos dos Estados do Nordeste poderiam empregar ex-agricultores sertanejos em projetos de reflorestamento da caatinga com espécies nativas. A reconstrução dessa vegetação e das matas ciliares ajudaria a proteger o ecossistema das alterações climáticas e ainda contribuiria para mitigá-las.

O cientista defendeu também o acesso à educação de qualidade a toda a população, uma vez que a porção mais afetada é aquela que menos tem acesso a recursos financeiros e educacionais.

A implantação de uma indústria de fruticultura para exportação é outra sugestão de Nobre para preparar o Nordeste para as mudanças no clima e que poderia fortalecer a sua economia.

“A relação seca-pobreza é um ciclo vicioso de escravidão e que precisa ser rompido. Isso se manterá enquanto nossas crianças não souberem ler, não aprenderem inglês ou não conseguirem programar um celular, por exemplo”, disse. 

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Embalagem cresce sozinha (e é comestível)

Usando produtos 100% naturais, a empresa Ecovative Design começa a fabricar as primeiras embalagens que crescem sozinhas a partir de cogumelos.
Na verdade, a Mycobond é uma espuma tão natural que não haveria nem mesmo problema em comê-la – apesar do produto não possuir valor nutricional e, segundo a fabricante, ter uma gosto não muito agradável.
Composto de restos agrícolas e cogumelo, ela tem um processo de fabricação que requer somente 1/8 da energia e 1/10 do dióxido de carbono de embalagens de espuma convencionais. Além de usar somente fontes renováveis, que não dependem do petróleo, a embalagem, depois de usada, serve como adubo para o jardim.

A ideia é Gavin McIntyre e Eben Bayer, dois alunos do Instituto Politécnico Rensselaer, que fundaram a Ecovative Design em Nova York, Estados Unidos. Materiais como sementes de algodão ou fibras de madeira são usados para alimentar as fibras do cogumelo mycelia, que crescem em à temperatura ambiente em local escuro.

Esse crescimento se dá em uma estrutura plástica moldada, que pode ser customizada a pedido do cliente. Portanto,  não se gasta energia modelando os produtos: ele já “cresce” na forma correta. Uma vez pronta, cada peça é aquecida para cessar o crescimento do fungo.

No momento, McIntyre  e Bayer trabalham com a National Science Foundation para reduzir ainda mais os impactos ambientais de produto. Eles desenvolvem um novo método para esterilizar o material agrícola inicial, uma etapa necessária para eliminar os esporos que possam competir com os dos cogumelos mycelia. Atualmente, a esterilização é feita com vapores, mas óleos de produtos como canela e orégano podem ser utilizados na etapa.

Se bem sucedidos na melhor do processo de esterilização, a energia necessária para a fabricação das embalagens será apenas 1/40 da necessária para produzir espumas de polímeros convencionais.

As embalagens, chamadas EcoCradl, podem ser encomendadas no site da empresa – que também desenvolve outros produtos com o Mycobond, como isolamento térmico para casas.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mutirão consegue coletar 80 toneladas de pneus insersíveis

A primeira etapa do mutirão de coleta de pneus insersíveis conseguiu coletar 80 toneladas de pneus insersíveis em Maceió, o que significa cerca de 18 mil pneus de carros de passeio. Essa coleta é resultado de uma parceria entre Ministério Público Estadual, Instituto do Meio Ambiente (IMA), Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) e a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum). A coleta teve início no dia 22 dejunho e foi concluído em 8 de julho.Desde o mês de maio que o MPE vinha se reunindo com vários órgãos e empresários que trabalham com o produto para discutir uma solução para o descarte correto de pneus usados.
Durante as reuniões, a promotora de Justiça Dalva Tenório alertava sobre a importância do cumprimento da Legislação Ambiental por parte dos fornecedeores e fabricantes de pneus. “Os fabricantes e fornecedores de pneus precisam entender que é de responsabilidade deles dar a destinação final desses resíduos”, alertou.
Para Dalva Tenório, o descarte incorreto desses pneus só serve para proliferar o mosquito da dengue. “Isso é uma questão de saúde pública”, alertou a integrante do MPE. “Além de estarmos preservando o meio ambiente”, concluiu. Após destinação adequada, os resíduos foram transportados até o município de São Miguel dos Campos, onde está localizado a Fábrica Cimpor Brasil.
A segunda etapa do mutirão acontece na próxima semana e está sendo articulado pelo Núcleo do Meio Ambiente do Ministério Público. O trabalho será feito pela Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb) com o auxílio da Superintendência de Controle e Convívio Urbano (SMCCU). A segunda etapa terá como meta recolher os pneus insersíveis das borracharias da Grande Maceió.

Coisas Interessantes sobre Leis e Ambiente.

PREGUIÇA ECOLÓGICA

Lei de Crimes Ambientais (Governo Federal)
Data: 12 de fevereiro de 1998
A lei que regula as punições para os crimes contra a natureza tem um agravante estranho: a pena aumenta para crimes aos "domingos ou feriados". É o velho jeitinho brasileiro: com menos fiscais trabalhando nesses períodos, o governo elevou a pena para desestimular agressões ecológicas nas folgas da patrulha. É a única lei federal da nossa lista.


FRUTO PROIBIDO
"Lei da Melancia" (Rio Claro, SP)
Data: 1894
A inofensiva melancia, quem diria, foi proibida em 1894 na cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo. No fim do século 19, a fruta era acusada de ser agente transmissor de tifo e febre amarela, doenças epidêmicas na época. Com o tempo, a lei virou letra morta

ESSE PL NÃO COLOU
Em 1999, na mineira Juiz de Fora, os vereadores sugeriram que os cavalos e burros usassem fraldões para não emporcalhar as ruas. A iniciativa melou

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Atores globais plantam árvore em Maceió

Em passagem por Maceió para apresentação da peça Mais Uma Vez Amor, os atores Erom Cordeiro, Deborah Secco e Léo Fuchs, que também é produtor do espetáculo, aproveitaram a oportunidade para colaborar com o programa Maceió Mais Verde, da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma). Cada um plantou uma árvore de espécies nativas da Mata Atlântica. O plantio foi realizado no último sábado (26), na Floresta da Fama, localizada no Parque Municipal de Maceió, em Bebedouro. 
Literalmente, os artistas - que estiveram na sede das empresas da Organização Arnon de Mello, onde concederam entrevista à TV Gazeta, dentro do AL TV 1ª Edição - vestiram a camisa por uma Maceió Mais Verde e colocaram as mãos na terra. Tanto para Cordeiro quanto para Fuchs, a experiência foi inédita. Já Deborah foi a segunda vez que plantou uma árvore. “A primeira foi em Florianópolis (SC)”, acrescenta. 
O secretário Ricardo Ramalho, que participou com os atores do plantio, destaca o sucesso da Floresta da Fama. “O projeto incorpora cada vez mais celebridades engajadas na luta ambiental. Esperamos que nos próximos dias mais artistas contribuam com o Maceió Mais Verde”, diz. 
“É muito bacana usar nossa imagem para o bem. Esse exemplo tem que ser seguido por outros artistas”, comentou Léo Fuchs. Erom Cordeiro, que é maceioense, vem à sua terra natal todos os anos e vai acompanhar o desenvolvimento de sua planta. “Quero acompanhar o crescimento. Achei uma iniciativa muito legal, pois quanto mais árvore, melhor qualidade de vida”. Já Deborah Secco, que ficou encantada com a cidade, salientou: “a gente se sente colaborando com um futuro melhor para nossos filhos e netos”. 
clique para ampliar

Floresta da Fama
É uma área localizada no Parque Municipal de Maceió destinada à realização de plantio feito por personalidades artísticas, esportivas e políticas que têm o interesse de contribuir para com uma Maceió mais verde, mais bonita e ambientalmente saudável. 
A Floresta da Fama é mais uma estratégia do programa Maceió Mais Verde, que visa o plantio de um milhão de árvores na cidade – aproximadamente uma por habitante – até 2012. O programa já alcançou o número de 300 mil árvores plantadas, conforme arborímetro fincado na principal avenida de Maceió, a Fernandes Lima. 
Além disso, a criação da Floresta também visa a divulgação do Parque Municipal, que possui 82,4 hectares e dispõem de área específica para atividades educacionais, esportivas e de lazer; local para trilhas ecológicas; um lago com aproximadamente quatro mil metros quadrados, várias nascentes com áreas cristalinas, e muitas espécies da Mata Atlântica. O local é aberto de terça a domingo, inclusive feridos, das 7h às 17h.